Album

Quem É Você?

Quem É Você?

Data de Lançamento : 30 / set / 1996
  1. Quem É Você?
  2. Seu Jeito De Olhar
  3. O Ponteiro Tá Subindo
  4. Não Sou Passageiro
  5. E Se Eu Chegar?
  6. Don’t Let Me Be Misunderstood
  7. Eu Vi O Futuro
  8. Bem Vinda Ao Meu Pesadelo
  9. Radinho De Pilha
  10. O Mal Que Habita Em Mim
  11. Essa Linda Canção
  12. O Poder
  13. Esperando Um Milagre
  14. Forças Ocultas (Rockabilly Jânio)

Letras

Quem É Você?

(Marcelo Nova)

Edir Macedo tem conta na Suíça, conta conjunta com o dono do céu
Maradona só gosta do jogo se a bola for de papel
O Super-Homem quebrou a espinha
Hebe Camargo é uma gracinha
E eu tô de olho na minha vizinha

Oh, oh, quem é você?
Em frente do espelho não deu pra ver
Oh, oh, quem é você?

Bill Clinton fumava maconha, mas ele não sabia tragar
P.C. Farias pagou com a vida, enquanto Collor foi esquiar
Bob Dylan provocou a centelha
Van Gogh cortou a orelha
E a sua bochecha tá toda vermelha

Oh, oh, quem é você?
Em frente do espelho não deu pra ver
Oh, oh, quem é você?

Oh, oh, quem é você?
Em frente do espelho não deu pra ver
Oh, oh, quem é você?

Graham Bell inventou o telefone, mas não tinha ninguém pra conversar
Pôncio Pilatos era um democrata, lavou as mãos, deixou o povo julgar
Carlos Drummond morreu de tristeza
Raulzito era maluco beleza
E eu joguei fora as certezas

Oh, oh, quem é você?
Em frente do espelho não deu pra ver
Oh, oh, quem é você?

Seu Jeito De Olhar

(Marcelo Nova / Karl Hummel)

A lua dançava com a boca quebrada
Em cima da poça de lama
A ambulância passou gritando
Os cães faziam rosnando
E você com o seu jeito de olhar

Traga os seus pedidos
E a sua consciência morta
Empacote a sua ansiedade
Deixe em frente à minha porta

Você com seu jeito, você tão sem jeito
Você com esse jeito de olhar
Você com seu jeito, você tão sem jeito
Você com esse jeito de olhar

A chuva castigava com sua raiva molhada
O rico, o cego e o inocente
A noite já vai derreter
E eu não sei o que fazer
Com você e o seu jeito de olhar

Traga o seu exagero
Traga o seu machado
Venha com sua tempestade
Desabe sobre o meu telhado

Você com seu jeito, você tão sem jeito
Você com esse jeito de olhar
Você com seu jeito, você tão sem jeito
Você com esse jeito de olhar

O sol enfim chegou cansado
Mas ficou do seu lado
Como um gato, uma arma ou um anjo
Era como se entendesse e tivesse interesse
Em você e o seu jeito de olhar

Então venha tropeçando
Como quem não tem opção
Traga todos os espécimes
Que habitam o seu coração

Você com seu jeito, você tão sem jeito
Você com esse jeito de olhar
Você com seu jeito, você tão sem jeito
Você com esse jeito de olhar
Você com seu jeito, você tão sem jeito
Você com seu jeito de olhar

O Ponteiro Tá Subindo

(Marcelo Nova)

Olhei para o relógio, era uma da manhã
Bem no meio da dança ela tirou o sutiã
E eu tentando entender
E fazendo rock n’ roll até o amanhecer

Olhei para o relógio e já era quase duas
O ponteiro tá subindo e ela tá ficando nua
E eu pagando pra ver
E fazendo rock n’ roll até não mais poder

Olhei para o relógio e já era quase três
O que aconteceu eu vou contar para vocês
E eu tentando entender
E fazendo rock n’ roll até o amanhecer

Olhei para o relógio e já era quase quatro
Ela saiu da sala me levando para o quarto
E eu pagando pra ver
E fazendo rock n’ roll até não mais poder

Olhei para o relógio e já era quase cinco
Eu tentando disfarçar e ela pegando no meu cinto
E eu tentando entender
E fazendo rock n’ roll até o amanhecer

Olhei para o relógio e já era quase seis
Ela disse “Marceleza, como é bom, faça outra vez”
E eu pagando pra ver
E fazendo rock n’ roll até não mais poder

Olhei para o relógio e já era quase sete
Ela disse “Baby, baby, como é bom, então repete”
E eu tentando entender
E fazendo rock n’ roll até o amanhecer

Olhei para o relógio e já era quase oito
O tempo tá passando e como é bom esse biscoito
E eu pagando pra ver
E fazendo rock n’ roll até não mais poder

Olhei para o relógio e já era quase nove
De cabeça pra baixo, e mesmo assim ela se move
E eu tentando entender
E fazendo rock n’ roll até o amanhecer

Olhei para o relógio e já era quase dez
Tá tudo certo, baby, só não morda os meus pés
E eu pagando pra ver
E fazendo huh, huh até não mais poder

Olhei para o relógio e já era quase onze
Ela queria mais, mas o ponteiro tá bronze
E eu tentando entender
E fazendo rock n’ roll até o amanhecer

Joguei o relógio fora quando era meio-dia
Só errei no horário, mas me dei bem na pontaria
E eu pagando pra ver
E fazendo rock n’ roll até não mais poder

Eita negócio que cansa…

Não Sou Passageiro

(Marcelo Nova)

A noite transpirava
A lua nem piscava
O tempo em estado de graça
Então dançar na chuva
Caiu como uma luva
Um filme preto e branco em plena praça

Ninguém ia entender
Nem tão pouco perceber
Aquilo que estava acontecendo
Então o mundo foi deitar
E nós fomos embarcar
No dia que estava amanhecendo

Eu acordei voando
Com alguém perguntando
Se minhas dúvidas tinham sido saciadas
Eu não soube o que falar
Nem ao menos sei rezar
Pelo barulho só imagino a porrada

Posso usar a intuição
Chamar pela razão
Espalhar as minhas cartas sobre a mesa
O sagrado e o profano
Tocam no mesmo piano
E solando levam as minhas certezas

Veio uma voz no alto falante
Se fazendo de importante
Mas sempre sorrio quando o assunto é muito sério
Por favor, não tenha medo
Eu manterei o nosso segredo
Envolto em sua teia de mistérios

Como um peixe no aquário
Eu fico olhando o cenário
O meu orgulho ainda é um prato cheio
Por isso é que eu penso em mim
Ao invés de qual será o fim
Não sou passageiro, eu sou o passeio

E Se Eu Chegar?

(Marcelo Nova / Karl Hummel)

E se eu chegar batendo
Com força na sua porta
Será que você levanta
Ou apenas o seu sonho
Ainda é tudo que importa?

E se eu chegar tremendo
Temendo nunca mais me recompor
Será que você entende
Ou o braço que se estende
Será apenas um favor?

E quando você disser cuidado
Cuidado com o que você quer dizer
E quando você disser cuidado
Então cuidado com o que você quer dizer

E se eu chegar fedendo
Como um pombo que perdeu a direção
Será que você me abraça
Ou me intoxica com o silêncio
Que envolveu seu coração?

E quando você disser cuidado
Cuidado com o que você quer dizer
E quando você disser cuidado
Então cuidado com o que você quer dizer

E se eu chegar correndo
Querendo fazer num dia o que só se faz num mês
Será que você me acalma
Ou arranca a minha alma
E a devora de uma vez?

E quando você disser cuidado
Cuidado com o que você quer dizer
E quando você disser cuidado
Então cuidado, com o que você quer dizer

Don’t Let Me Be Misunderstood

(B. Benjamin / Sol Marcus / G. Caldwell)

Baby, do you understand me now
If sometimes you see that I get mad
Don’t you know that what I like
Can’t always be an angel
If things go wrong you see some bad

I’m just a soul who’s intentions are good
Oh Lord, please don’t let me be misunderstood

Baby, sometimes I get so carefree
With a joy that is hard to find
Then again, it seems like all I got to do is worry
You turn me around and show me the other side

Baby, I’m just a soul whose intentions are good
Oh Lord, please don’t let me be misunderstood

If I seem edgy, I want you to know
That I never meant to take it all of you, yeah
Everybody got problems
I’ve got more than my share
One thing, one thing, one thing
I want you to understand me, baby

Little girl, you must know by now I love you only
I never have thoughts about any other woman, no
Sometimes I found myself alone regretting, yeah
Some foolish things, some simple things I’ve done

I’m just a soul whose intentions are good
Oh Lord, please don’t let me be misunderstood

Little girl, in my darkest hour, you are the one
You come along and you stood beside me
Lord, I still feel your fingertips upon my forehead
Making me stay, don’t run away, baby
Stay beside me, baby, yes

I’m just a soul whose intentions are good
Oh Lord, please don’t let me be misunderstood

Just a soul whose intentions are good
Oh Lord, please don’t let me be misunderstood

I’m just a soul whose intentions are good
Oh baby, please don’t let me be misunderstood

All right, baby
Yeah man, you asked for water
But she gave you gasoline

Don’t let me down
Don’t let me down

Don’t let me be misunderstood
No, no, no, no

I’m just a soul whose intentions are good
Oh Lord, please don’t let me be misunderstood

Eu Vi O Futuro

(Marcelo Nova / Robério Santana)

Me mostre o seu CD-Rom, a sua alma, o seu batom
E beijos que arrebentem as vidraças
Devolva a minha confiança, o meu escudo, a minha lança
E todas as promessas não cumpridas

E como está tudo acabado, deite aqui do meu lado
Eu vi o futuro, ele é passado
E como está tudo acabado, deite aqui do meu lado
Eu vi o futuro, ele é passado

Me entregue em lavas o seu vulcão, e fique bem na posição
Em que Napoleão perdeu a guerra
Entre maças e serpentes, tanto pecado, é tanta gente
Parece um feriadão no paraíso

E como está tudo acabado, deite aqui do meu lado
Eu vi o futuro, ele é passado
E como está tudo acabado, deite aqui do meu lado
Eu vi o futuro, ele é passado

O Brasil tem olhos de menina que vende chiclete em cada esquina
De um povo heroico o brado retumbante
E o sol dança na nossa frente, terrível, cego, indiferente
Como somente os deuses sabem ser

E como está tudo acabado, deite aqui do meu lado
Eu vi o futuro, ele é passado
E como está tudo acabado, deite aqui do meu lado
Eu vi o futuro, ele é passado
Ah, eu vi o futuro, ele é passado

Bem Vinda Ao Meu Pesadelo

(Marcelo Nova / Karl Hummel)

Bem-vinda ao meu pesadelo
É por ele que eu ando quando estou acordado
Portanto não tenha medo

Bem-vinda ao meu pesadelo
É por ele que eu ando quando estou acordado
Portanto não tenha medo

Soprando areia nos meus olhos
A cada vez que eu acordo
Seus lábios sugam a minha memória
De quase nada me recordo

Tomo café e anfetaminas
Desperto pra sobreviver
Mas cedo ao peso do seu sono
Bem cedo à luz do amanhecer

Bem-vinda ao meu pesadelo
É por ele que eu ando quando estou acordado
Portanto não tenha medo

Bem-vinda ao meu pesadelo
É por ele que eu ando quando estou acordado
Portanto não tenha medo

O seu poder vem das entranhas
De mil demônios do inferno
Me faz sonhar que ando acordado
Vivendo o meu castigo eterno

Oh, deusa de todos os sonhos
Meu sono é morte como o seu
Então me beije e abrace forte
E corte o que o tempo esqueceu

Bem-vinda ao meu pesadelo
É por ele que eu ando quando estou acordado
Portanto não tenha medo

Bem-vinda ao meu pesadelo
É por ele que eu ando quando estou acordado
Portanto não tenha medo

Radinho De Pilha

(Namd / Graça Góes)

Fui pra cidade do Rio de Janeiro
Trabalhei o ano inteiro e fiz até serão
A vida do baiano não foi brincadeira
De servente e de pedreiro pra ganhar o pão

Fiz economia, deixei de fumar
Comprei um radinho de pilha e mandei pro meu bem
Fiquei muito revoltado quando regressei
Pois o rádio que eu dei pra ela, ela doou pra alguém

Mas ela deu o rádio e não me disse nada
Ela deu o rádio
Ela deu sim, foi pra fazer pirraça
Mas ela deu de graça o rádio que eu comprei
E lhe presenteei

Mas ela deu o rádio e não me disse nada
Ela deu o rádio
Ela deu sim, foi pra fazer pirraça
Mas ela deu de graça o rádio que eu comprei
E lhe presenteei

Eu sou honesto sou trabalhador
Mas não gosto de deboche com a minha cara
Não vou enfeitar boneca pros outros brincar
Ninguém vai pintar o sete com este pau de arara

Eu não tolero tanto desaforo
Tem mulher que só aprende quando o coro desce
Pra gente ficar empate, eu vou lhe dar uma sova
Pois o rádio que eu comprei, todo mundo já conhece

Mas ela deu o rádio e não me disse nada
Ela deu o rádio
Ela deu sim, foi pra fazer pirraça
Mas ela deu de graça o rádio que eu comprei
E lhe presenteei

Mas ela deu o rádio e não me disse nada
Ela deu o rádio
Ela deu sim, foi pra fazer pirraça
Mas ela deu de graça o rádio que eu comprei
E lhe presenteei

Eu sou honesto sou trabalhador
Mas não gosto de deboche com a minha cara
Não vou enfeitar boneca pros outros brincar
Ninguém vai pintar o sete com este pau de arara

Eu não tolero tanto desaforo
Tem mulher que só aprende quando o coro desce
Pra gente ficar empate, eu vou lhe dar uma sova
Pois o rádio que eu comprei, todo mundo já conhece

Mas ela deu o rádio e não me disse nada
Ela deu o rádio
Ela deu sim, foi pra fazer pirraça
Mas ela deu a desgraça do rádio que eu comprei
E lhe presenteei

Mas ela deu o rádio e não me disse nada
Ela deu o rádio
Ela deu sim, foi pra fazer pirraça
Mas ela deu de graça o rádio que eu comprei

O Mal Que Habita Em Mim

(Marcelo Nova / Robério Santana)

O mal que habita em mim

Preso em sua jaula de fumaça
Fazendo sempre crer que é boa praça
A alma inchada de desejos e trapaças
Lhe beija a fronte e ergue a taça

Deus perdoe o mal que habita em mim

É como um franco atirador
Atento, ouvindo o rufo do tambor
À espera de alguém ou algo de valor
Com suas balas recheadas de amargor

Deus perdoe o mal que habita em mim

Nas vezes em que ele quer me confundir
Sorri, e pede licença pra sair
Parece que finalmente vai sumir
Mas é quando mais devo me prevenir
Deste mal que habita em mim

O mal que habita em mim

Coitado, tem andado a delirar
Ele quer tantas fêmeas conquistar
Fica sempre circulando pois quer muitas delas ofuscar
Pra todas poder, enfim, desapontar

Deus perdoe o mal que habita em mim

Percebe muito bem como é ruim
Ser dia e noite um estopim
Que assim aceso vai buscar o próprio fim
Pra uma vez morto, viver como James Dean

Deus perdoe o mal que habita em mim

Nas vezes em que ele quer me confundir
Sorri, sorri e pede licença pra sair
Parece que finalmente vai sumir
Mas é quando mais devo me prevenir
Deste mal que habita em mim

O mal que habita em mim

Sabe de coisas que não sei
De drogas que não experimentei
Vivendo sempre como um fora da lei
Em trevas que eu nunca penetrei

Deus perdoe o mal que habita em mim

Disse que está de saco cheio
Disse que anda com um pouco de receio
Disse que vai se regenerar, a-ha, eu não creio
É como um trem pro inferno, não tem freio

Deus perdoe o mal que habita em mim
Oh, Deus perdoe o mal que habita em mim
Oh, Deus perdoe o mal que habita em mim
Oh, Deus perdoe o mal que habita em mim

Essa Linda Canção

(Marcelo Nova)

Eles lhe fodem se você vai trabalhar
Eles lhe fodem quando querem o seu lugar
Eles lhe fodem se você é um campeão
Eles lhe fodem se você é um cuzão

Mas esse caminho é tão comprido
E todo mundo tá fodido

Eles lhe fodem quando você é uma gostosa
Eles lhe fodem quando você é gulosa
Eles lhe fodem se você fica calado
E eles lhe fodem quando estão do seu lado

Mas esse caminho é tão comprido
E todo mundo tá fodido

Eles lhe fodem quando você marca toca
Eles lhe fodem se você é bicha e louca
Eles lhe fodem quando você contra-ataca
Eles lhe fodem se você é um babaca

Mas esse caminho é tão comprido
E todo mundo tá fodido

Eles lhe fodem se você é um negão
Eles lhe fodem se você é um mulherão
Eles lhe fodem se você é japonês
E eles lhe fodem quando chega o fim do mês

Mas esse caminho é tão comprido
E todo mundo tá fodido

Eles lhe fodem se você é dedo-duro
Eles lhe fodem quando você pula o muro
Eles lhe fodem se você é valentão
Eles lhe fodem quando você tem razão

Mas esse caminho é tão comprido
E todo mundo tá fodido

Eles lhe fodem quando você vai votar
E eles lhe fodem se você acreditar
Eles lhe fodem quando a coisa fica preta
É, eles lhe fodem e não é na buceta

Mas esse caminho é tão comprido
E todo mundo tá fodido

Mas esse caminho é tão comprido
E todo mundo tá fodido

Mas esse caminho é tão comprido
E todo mundo tá fodido

Mas esse caminho é tão comprido
E todo mundo tá fodido

O Poder

(Marcelo Nova / Karl Hummel)

Deus criou o universo
Criou com todo o poder
E Adão até foi expulso
Pois quis desobedecer

Poder pra chutar o balde
Poder pra mandar matar
Em cada desejo plantado
Um fruto pra cobiçar

Poder, poder, poder
Poder até não mais poder
Poder, poder, poder
Poder até não mais poder

Poder dentro de casa
Quem menos pode dorme no sofá

Atravesse o oceano, minha filha
E o couro tá comendo por lá

Meus olhos andam famintos
Prontos pra te devorar
Não sei se você quer ou pode
Mas não posso me controlar

Poder, poder, poder
Poder até não mais poder
Poder, poder, poder
Poder até não mais poder

O poder no fio da navalha
Tudo que valha a pena poder
Quem pode a cabeça perder
Poder já nem importa porquê

O poder na primeira pessoa
Poder em última instância
A mão alcançando o chapéu
Acima de qualquer circunstância

Poder, poder, poder
Poder até não mais poder
Poder, poder, poder
Poder até não mais poder

De que vale o caminho certo
Se tudo pode acontecer
Lá vem a mula-sem-cabeça, diabo
Voando nas asas do poder

Esqueça o que lhe ensinaram
E comece de novo a aprender
Só conserve o seu medo diário
E morra agarrado ao poder

Poder, poder, poder
Poder até não mais poder
Poder, poder, poder
Poder até não mais poder

Esperando Um Milagre

(Marcelo Nova)

Aqui estou neste quarto de hotel
Condicionado e frio, assim como está o ar
Minhas conexões, todas elas se esgotaram
Por isso espero, e então eu espero
Por um milagre chegar

Ouvi vozes sussurrando nas paredes
Quando as luzes começaram a se apagar
Alfinetes estão dançando nos meus lábios
Por isso espero, então eu espero
Por um milagre chegar

Não há o que dizer quando a sorte está fugindo
Não há o que fazer quando as certezas estão ruindo
Não há o que dizer quando o destino acelera
Não há o que fazer quando se espera
Por um milagre chegar

Vi seu rosto surgindo no vidro sobre a mesa
Vi o orvalho dos seus olhos derramar
Não sei se nada disso tudo vale a pena
Por isso espero, então espero
Por um milagre chegar

Os trovões arrotam alto e forte na minha cara
O céu fechou e o proprietário foi deitar
Não há mais uma só alma que se importe
Por isso espero, então eu espero
Por um milagre chegar

Não há o que dizer quando a sorte está fugindo
Não há o que fazer quando as certezas estão ruindo
Não há o que dizer quando o destino acelera
Não há o que fazer quando se espera
Por um milagre chegar

Forças Ocultas (Rockabilly Jânio)

(Marcelo Nova)

Forças ocultas
Que sabem como dissimular
Embora não tão aparentes
Invisíveis passam rente
De quem não lhes consegue enxergar

Observam em cada esquina
Por onde deverei passar
Dou um tempo aqui fora
Me certifico de que agora
Talvez seja a melhor hora
Pra poder atravessar

Forças ocultas, vigiando o meu caminho
Me pensam fora, me desejam longe
Me querem um estranho no ninho

Como sombras sorrateiras
Peritas na arte de falsear
Manipulam o processo
De fracasso e de sucesso
De quem quiser se aventurar

Forças que mesmo tão ocultas
Conseguem estar sempre
Em todo e qualquer lugar
Você erra por um triz
O alvo em frente ao seu nariz
E morre sem ao menos conseguir enxergar

Forças ocultas, vigiando o meu caminho
Me pensam fora, me desejam longe
Me querem um estranho no ninho

Seu enorme apetite
Até hoje ninguém sabe como saciar
Engolem quem está na frente
E renunciam presidentes
À cama feita pra poder chorar

Cascavéis tão venenosas
Perigosas, armam o bote para nos imobilizar
O meu orgulho vão minando
Seu caráter vão sugando
E a gente vai ficando
Incapaz de revidar

Forças ocultas, vigiando o meu caminho
Me pensam fora, me desejam longe
Me querem um estranho no ninho

Não adianta o seu binóculo
Elas sempre sabem disfarçar
Você diz que é exagero
Mas eu passei o dia inteiro
Batendo na sua porta, tentando lhe alertar

Tem gente que derreteu
Gente que foi e não voltou
Já é tão normal a lobotomia
Que nem precisa anestesia
E o paranoico
Foi aquele que sacou

Forças ocultas, vigiando o meu caminho
Me pensam fora, me desejam longe
Me querem um estranho no ninho

Forças ocultas, vigiando o meu caminho
Me pensam fora, me desejam longe
Me querem um estranho no ninho

Me querem um estranho no ninho
Elas me querem um estranho no ninho
Sim, me querem um estranho no ninho
É, elas me querem um estranho no ninho

Volta Jânio, e traz a vassoura
Que as forças estão entrando por debaixo da porta, meu velho

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